DIA UM
1. SETÚBAL - MELIDES
Simbolicamente o início é em Setúbal e o trajecto tem uma neutralização até Tróia correspondente à travessia do Sado em ferry.
Daí até Melides circula-se por asfalto, excepto no troço entre Comporta e Cravalhal onde circularemos pela chamada "Vala Real".. Há um motivo claro e incontornável para esta opção: o facto de os terrenos que distam entre Tróia a Melides serem bastante arenosos e ser impossível circular por esses pinhais. De qualquer modo rapidamente esta distância é vencida já que os declives são mínimos. É, se quiserem, um aligeiro aroma a Tróia - Sagres.
2. MELIDES SANTIGO DO CACÉM
Aqui começa, verdadeiramente, o raide ou, pelo menos, a sua versão TT.
Este primeiro troço é dos mais interessantes em termos de paisagem já que corresponde, integralmente, a uma zona da serra de Grândola que, como todos sabemos, é dos locais mais aprazíveis para a prática do BTT.
Vencidos os primeiros quilómetros até Vale Figueira começa a rotina dos barrancos, tão característicos destas serras do sul de Portugal.
O primeiro é o do Livramento. Trata-se de uma descida forte com diversos cotovelos à esquerda e à direita, que conferem uma enorme agradabilidade a quem monta a bicicleta.
No final, a travessia da correspondente ribeira e a forte subida a exigir um empenhamento extremo. A paisagem envolvente é suprema constituída, sobretudo, por floresta de sobro num ambiente tipicamente mediterrânico a que nem faltam sequer os aromas fortes a esteva. Fantástico!
A seguinte e muito semelhante é a do Moinho numa reedição do relevo e da paisagem e do modo de a abordar em bicicleta.
Após o barranco do moinho as dificuldades abrandam um pouco,
passando-se a IP8 e entrando-se num estradão rápido, ligeiramente a descer. No troço
seguinte, junto à Ribeira do Nabarro, voltam as dificuldades, atravessando-se inumeras
vezes a ribeira, num conjunto de pequenas mas inclindas descidas e subidas.
Alcançaremos depois Santa Cruz, onde começaremos a subir para Santiago do Cacém por
estrada para a abandonarmos à direita e contornarmos o limite urbano por poente.
3. SANTIAGO DO CACÉM PAIOL
Entramos então na EN 261 3 que abandonaremos logo de seguida na zona industrial pelo lado esquerdo e, após o final da mesma, seguiremos pela EM 1100 e, a dada altura, viraremos para poente para, passado mais de um quilómetro, retomarmos a direcção sul.
A travessia do Barranco da Velha está muito facilitado se comparado com os anteriores Livramento e Moinho pelo que, rapidamente, continuamos a pedalar para sul, por uma zona de serra, muito bonita, em direcção ao Paiol que é alcançado rapidamente.
4. PAIOL SONEGA
No Paiol seguimos, para sul, em direcção à Barragem de Morgavel, passando pela Estação de Tratamento de Água, por uma zona relativamente plana antes e após o plano de água represado.
Após a passagem do paredão surgem algumas dificuldades circunstanciais relacionadas com a presença de areia mas que são vencidas sem problemas de maior. A chegada à Sonega faz-se através da travessia de Vale de Meio por uma subida contínua mas relativamente suave.
5. SONEGA TROVISCAIS
A partir da Sonega temos pela frente a Serra do Cercal que iremos contornar por poente
por forma a que não seja exigido um esforço acrescido tendo em consideração que ainda
faltam alguns quilómetros e que já se pedalaram bastantes. Assim sendo prosseguimos
durante cerca de 300 metros na EN 120-1 que abandonaremos à direita para um estradão que
segue para sul.
A dada altura pedalamos para poente para contornar os montes e desceremos até à EM 1116
por onde seguiremos até ao seu final em Godins e transporemos o corgo (pequeno barranco)
do mesmo nome subindo até Adail sempre com a serra a nascente embora atravessando um
estradão com um pouco de areia mas nada de muito difícil.
Cruzaremos a EN 390 e continuaremos sempre para sul por trilhos no meio do eucaliptal
escoltando os montes no sopé da serra. Depois de uma viragem à direita, viramos
novamente à esquerda, seguindo num sobe e desce junto a uma vedação.
Mais à frente, junto a uma casa, inicia-se uma descida acentuada, qua acaba com o
atravessamento da Ribeiro do Corgo da Mó. Depois da descida, vem a subida do dia, num
terreno muito estragado pela chuva, que só os mais fortes vão fazer montados! Retoma-se
os estradões rápidos no eucaliptal até Vale Bejinha, cruzando-se a meio do caminho a EN
532.
De Vale Bejinha a Castelão circula-se por um estradão de acesso a campos agrícolas e
algumas casas, num muito ligeiro sobe e desce.
6. TROVISCAIS ODEMIRA
Este troço, à falta de alternativa válida em todo o terreno para a
travessia da Ribeira do Torgal, será efectuado por estrada. Circulamos, assim, pela EN
120 até Odemira, num percurso maioritariamente descendente e onde cruzaremos a referida
Ribeira. Após uma pequena subida continuaremos a descer até ao desvio que nos levará
até à zona do Pavilhão Municipal de Odemira final deste 1.º dia.
DIA DOIS
7. ODEMIRA PORTELA DA FONTE SANTA
Descemos até ao centro de Odemira, viramos à esquerda na rotunda, e
circulamos na avenida marginal mas, ao invés do ano anterior, não cruzamos o rio e
continuamos até ao cemitério e ao canil municipal e daí por um incrível single track
na margem. A partir de dada altura tomaremos um estradão que vai acompanhando os
caprichos morfológicos do Mira curvando languidamente à esquerda e à direita, com
visões fantásticas do plano de água e da sua relação com a serra e a vegetação
envolvente.
A dada altura, alguns quilómetros volvidos, dá-se a fácil passagem a vau do rio. Apesar de, a montante, termos um pontão. Daí até à Portela da Fonte Santa é uma subida contínua.
Um pouco antes da chegada a Saboia entra-se num estradão de terra à direita, que
percorre a cumeada, retomando-se o asfalto já perto de Viradouro
Junto ao Viradouro há uma pequena ponte sobre a Ribeira de Telhares
que iremos cruzar. A partir daí circulamos sempre por terra e junto à ribeira e ao
caminho de ferro até chegarmos ao asfalto de uma estrada secundária e a Pereiras Gare.
Após Pereiras Gare, circularemos pelos montes até São Marcos, num
percurso delineado num relevo algo exigente, cruzando a fronteira para o Algarve e o
concelho de Silves alcançando então São Marcos da Serra.
10. SÃO MARCOS DA SERRA ALTE
Cruza-se longitudinalmente boa parte do Barrocal e Serra algarvios.
Essa tarefa podia ser algo de muito penoso mas, felizmente, conseguimos suavizar a
altimetria seguindo o curso de muitas ribeiras que seguem o seu curso com uma orientação
poente nascente, ou vice versa que são cruzadas inúmeras vezes a vau.
É assim até se cruzar o rio Arade, também a vau, onde o relevo
começa a acidentar gradualmente. Após a passagem sob a A2 segue-se o curso da ribeira do
Gavião passando por Vale Figueira, Marreiros e Corchica e, após se cruzar a mesma
começa uma longa subida até Santa Margarida e daí a descida até Alte e por dentro
desta localidade.
Aqui parece que a paisagem muda por completo e a opção de abordar
Alte a partir do seu topo revela-se acertada já que, dessa forma, se capta toda a
mística que converte esta terra numa das mais pitorescas e genuínas do Algarve, quiçá
de Portugal. Boa parte da sua malha urbana é percorrida em sentido descendente num
percurso de extrema agradabilidade, neste caso urbana.
11. ALTE QUARTEIRA
(texto em construção)
