(Retorno a Home Page)



V Raide BTT Setúbal - Odemira - Algarve

17 e 18 de Abril de 2010

raide2010fpcub@gmail.com


CARACTERIZAÇÃO DETALHES DO TRAJECTO

wpe3.jpg (39093 bytes)


(retorno ao topo)

 

CARACTERIZAÇÃO DO RAIDE

(não dispensa a leitura do regulamento

 

  1. A inscrição efectua-se mediante o preenchimento e envio por e-mail da FICHA DE INSCRIÇÃO em formato "Excel". Em alternativa, pode ser impressa em formato "pdf" enviada através de fax (21.356.12.53) ou para o secretariado da FPCUB.

  2. O “V Raide Setúbal – Odemira – Vila do Bispo” é uma ligação em BTT com cerca de 260 Kms. organizada pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta que decorrera nos dias 17 e 18 de Abril de 2010 entre a cidade de Setúbal (neutralização até Tróia) e a localidade de Vila do Bispo, no Algarve passando por Odemira onde termina a primeira etapa e começa a segunda.

  3. :A concentração será a partir das 07:30 junto à saída dos "ferry" em Tróia (barcos das 06:50 e 07:25). A partida, em ambos os dias, processar-se-à após o briefing...

  4. O Raide apresenta uma dificuldade física muito elevada pelo que é importante os participante avaliarem correctamente se possuem as condições físicas e psicológicas adequadas para poderem levar de vencida este desafio.

  5. Por compreensíveis motivos de natureza ambiental e logística o trajecto do Raide não terá o seu percurso marcado ou sinalizado no terreno. Antes será atempadamente disponibilizado em “GPS Track”, neste website, permitindo assim a cada grupo de participantes impor o ritmo e andamento que desejar. De igual modo não se trata de uma competição e não tem qualquer intuito classificativo.

  6. O Raide não utiliza nenhum canal de tráfego próprio e exclusivo mas estradas, caminhos rurais e trilhos abertos ao movimento de outros veículos, pelo que todos os participantes terão que conhecer e respeitar todas as regras de trânsito constantes do Código da Estrada.

  7. O Raide é feito em autonomia e auto-suficiência e cada participante deverá levar líquidos e alimentação em quantidade adequada tendo em consideração a extensão da etapa. Existem, todavia, pelo caminho inúmeras cafeterias e bares nas localidades atravessadas pelo Raide. Deverão, igualmente, transportar as ferramentas básicas indispensáveis para reparar eventuais avarias. 

  8. As inscrições têm o valor individual de 25 € (vinte cinco euros). A inscrição será de ser feita em grupo (mínimo dois e máximo três elementos) tal circunstância prende-se com a circunstância de a navegação ser efectuada por GPS e de, por esse facto, assim se poderem entreajudar já que não existem quaisquer marcas no terreno. Podem inscrever-se nos dois dias ou apenas num deles sendo que o valor da inscrição será sempre o mesmo.

  9. O possuidor do GPS é o responsável pela orientação no terreno dos restantes elementos do grupo pelo que se aconselha a que o mesmo possua alguma experiência de operar com um aparelho de GPS.

  10. A pernoita, do dia 17 para o dia 18 de Abril será efectuada em Pavilhão Gimno - Desportivo. Todavia, quem desejar, poderá dormir em unidade hoteleira (a expensas próprias).


(retorno ao topo)

 

Memorandum Detalhado do Trajecto

 

DIA UM

1. SETÚBAL - MELIDES

Simbolicamente o início é em Setúbal e o trajecto tem uma neutralização até Tróia correspondente à travessia do Sado em ferry.

Daí até Melides circula-se por asfalto, excepto no troço entre Comporta e Cravalhal onde circularemos pela chamada "Vala Real".. Há um motivo claro e incontornável para esta opção: o facto de os terrenos que distam entre Tróia a Melides serem bastante arenosos e ser impossível circular por esses pinhais. De qualquer modo rapidamente esta distância é vencida já que os declives são mínimos. É, se quiserem, um aligeiro aroma a Tróia - Sagres.

2. MELIDES – SANTIGO DO CACÉM

Aqui começa, verdadeiramente, o raide ou, pelo menos, a sua versão TT.

Este primeiro troço é dos mais interessantes em termos de paisagem já que corresponde, integralmente, a uma zona da serra de Grândola que, como todos sabemos, é dos locais mais aprazíveis para a prática do BTT.

Vencidos os primeiros quilómetros até Vale Figueira começa a rotina dos barrancos, tão característicos destas serras do sul de Portugal.

O primeiro é o do Livramento. Trata-se de uma descida forte com diversos cotovelos à esquerda e à direita, que conferem uma enorme agradabilidade a quem monta a bicicleta.

No final, a travessia da correspondente ribeira e a forte subida a exigir um empenhamento extremo. A paisagem envolvente é suprema constituída, sobretudo, por floresta de sobro num ambiente tipicamente mediterrânico a que nem faltam sequer os aromas fortes a esteva. Fantástico!

A seguinte e muito semelhante é a do Moinho numa reedição do relevo e da paisagem e do modo de a abordar em bicicleta.

Após o barranco do moinho as dificuldades abrandam um pouco, passando-se a IP8 e entrando-se num estradão rápido, ligeiramente a descer. No troço seguinte, junto à Ribeira do Nabarro, voltam as dificuldades, atravessando-se inumeras vezes a ribeira, num conjunto de pequenas mas inclindas descidas e subidas.

Alcançaremos depois Santa Cruz, onde começaremos a subir para Santiago do Cacém por estrada para a abandonarmos à direita e contornarmos o limite urbano por poente.

3. SANTIAGO DO CACÉM – PAIOL

Entramos então na EN 261 – 3 que abandonaremos logo de seguida na zona industrial pelo lado esquerdo e, após o final da mesma, seguiremos pela EM 1100 e, a dada altura, viraremos para poente para, passado mais de um quilómetro, retomarmos a direcção sul.

A travessia do Barranco da Velha está muito facilitado se comparado com os anteriores Livramento e Moinho pelo que, rapidamente, continuamos a pedalar para sul, por uma zona de serra, muito bonita, em direcção ao Paiol que é alcançado rapidamente.

4. PAIOL – SONEGA

No Paiol seguimos, para sul, em direcção à Barragem de Morgavel, passando pela Estação de Tratamento de Água, por uma zona relativamente plana antes e após o plano de água represado.

Após a passagem do paredão surgem algumas dificuldades circunstanciais relacionadas com a presença de areia mas que são vencidas sem problemas de maior. A chegada à Sonega faz-se através da travessia de Vale de Meio por uma subida contínua mas relativamente suave.

5. SONEGA – TROVISCAIS

A partir da Sonega temos pela frente a Serra do Cercal que iremos contornar por poente por forma a que não seja exigido um esforço acrescido tendo em consideração que ainda faltam alguns quilómetros e que já se pedalaram bastantes. Assim sendo prosseguimos durante cerca de 300 metros na EN 120-1 que abandonaremos à direita para um estradão que segue para sul.

A dada altura pedalamos para poente para contornar os montes e desceremos até à EM 1116 por onde seguiremos até ao seu final em Godins e transporemos o corgo (pequeno barranco) do mesmo nome subindo até Adail sempre com a serra a nascente embora atravessando um estradão com um pouco de areia mas nada de muito difícil.

Cruzaremos a EN 390 e continuaremos sempre para sul por trilhos no meio do eucaliptal escoltando os montes no sopé da serra. Depois de uma viragem à direita, viramos novamente à esquerda, seguindo num sobe e desce junto a uma vedação.

Mais à frente, junto a uma casa, inicia-se uma descida acentuada, qua acaba com o atravessamento da Ribeiro do Corgo da Mó. Depois da descida, vem a subida do dia, num terreno muito estragado pela chuva, que só os mais fortes vão fazer montados! Retoma-se os estradões rápidos no eucaliptal até Vale Bejinha, cruzando-se a meio do caminho a EN 532.

De Vale Bejinha a Castelão circula-se por um estradão de acesso a campos agrícolas e algumas casas, num muito ligeiro sobe e desce.

6. TROVISCAIS – ODEMIRA

Este troço, à falta de alternativa válida em todo o terreno para a travessia da Ribeira do Torgal, será efectuado por estrada. Circulamos, assim, pela EN 120 até Odemira, num percurso maioritariamente descendente e onde cruzaremos a referida Ribeira. Após uma pequena subida continuaremos a descer até ao desvio que nos levará até à zona do Pavilhão Municipal de Odemira final deste 1.º dia.

DIA DOIS

7. ODEMIRA – ZAMBUJEIRA DO MAR

Esta segunda etapa do raide é completamente nova. Em 2010 o raide termina quase no extremo sudoeste de Portugal, isto é, em Vila do Bispo e, por isso, cruzamos cenários completamente novos porventura ainda mais bonitos e majestosos do que em edições anteriores.

Efectivamente, se nas edições anteriores se tomou o bonito caminho da margem direita do Mira, desta vez, seguiremos pela esquerda, cruzando a ponte em Odemira e continuando uma centena de metros pela N120 que se abandona à esquerda. Sai-se do asfalto subindo um morro que nos conduzirá até Boavista dos Pinheiros. Trata-se de uma pendente forte com um gradiente muito acentuado e com a agravante do esforço ser efectuado sem o warm-up estar minimamente completado. É uma primeira introdução à adversidade.

A direcção inicial é a de poente até se alcançar o mar algures entre o Cabo Sardão e a Zambujeira do Mar. Assim, após Boavista, acompanhamos uma vala de irrigação durante algumas centenas de metros e cruzamos a N120 para entrarmos num magnífico bosque de sobro com um divertido rompe-pernas que culmina numa ascensão curta até um monte semi-abandonado. A presença de um profundo e inopinado barranco obriga à transposição da respectiva ribeira pela estrada após uma descida vertiginosa.

Assim a subida até  ao Mal Lavado é apenas mitigada pelo excelente asfalto que abandonamos à esquerda pelo meio de um rápido estradão que cruza um eucaliptal. Retomamos o asfalto, não aquele povoado de tráfico mas um estreito, degradado e deserto onde praticamente não nos cruzamos com viatura alguma, quando, num ápice e em alta velocidade, chegamos até junto ao Posto Fiscal do Sardão e ao mar. Aí viramos definitivamente para sul acompanhando a ciclovia que conduzirá à Zambujeira (por enquanto ainda em fase final de construção).

Na Zambujeira do Mar, com um dia de sol, o cenário é magnífico. Tempo pois de restaurar um pouco as energias com uma paragem numa esplanada em pleno centro.

8. ZAMBUJEIRA DO MAR - ODECEIXE

Mas como não há tempo a perder temos de seguir para sul, descendo à praia e, de seguida, subindo uma difícil rampa num pavimento de mosaicos de betão perfurados no centro de forma a permitir a infiltração de água mas a dificultar, e muito, a nossa ascensão. Tal situação repetir-se-à alguns quilómetros adiante quando se descer e subir a praia do Carvalhal. Após este ponto e após se cruzar o tardoz de uma zona dunar (com a consequente dificuldade das areias) entramos no reino da horticultura com as suas estufas e terras de cultivo imensas com a identificação de algumas marcas de saladas que se encontram nas prateleiras dos super-mercados. Assim será durante inúmeros quilómetros até se empreender a descida para a ribeira de Odeceixe onde o Alentejo cederá o passo ao Algarve, sempre com o mar por perto a poente.

Cruzada a ponte de Baiona que, cruzando a ribeira nos introduz no reino do sul com uma enorme dificuldade pela frente – temos de recuperar a altitude perdida ao entrarmos no vale. Isso é feito pelo meio da típica povoação de Odeceixe perante olhares incrédulos dos locais. A ascensão é longa e penosa a exigir empenho redobrado.

 9. ODECEIXE - ALJEZUR

Alcançado o moinho segue-se a desilusão de constatar que a subida ainda não terminou e à que avançar pela Aldeia Nova do Concelho até se atingir a plataforma planáltica. É tempo de recuperação do pulso mas de rodar rapidamente por uma sequência de estradões que, com Maria Vinagre à vista a nascente, nos conduzirão até ao Rogil.

Cruzada, de novo a N120, a ligação a Aljezur será efectuada pela rápida e deserta N 1002 de forma a ganhar tempo. Alcançado Aljezur há que subir até ao seu castelo pelo meio de autênticas veredas urbanas a exigirem grande empenho.

10. ODECEIXE - CARRAPATEIRA

Iremos então ligar até à Carrapateira cruzando o magnífico cenário do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina. A princípio teremos que circular um pouco pela N 1003-1 que abandonaremos seguindo pelo cimo dos montes num agradável sobe e desce pelo meio de um cenário paradisíaco.

11. CARRAPATEIRA - VILA DO BISPO

É no meio de um cenário deste gabarito que se desce até à ribeira e se liga, pela N 268 até à Carrapateira e daí pelo estradão litoral até à Praia do Amado, hotspot do surf internacional como o comprova a autêntica zona tribal em que se converteu o parque de estacionamento. Esta praia é uma espécie de postal ilustrado da Costa Vicentina e, em virtude do intransponível relevo em seu redor, há que cruzar a praia mesmo junto ao mar para se subir uma autêntica parede para nascente e se pedalar em direcção à praia.

Estamos perante as maiores dificuldades deste segundo dia (quiçá de todo o raide) agravadas pela quilometragem acumulada e, é com algum alívio, que se alcança, de novo, a N268. Para terminar em beleza há que sair da estrada para nascente para quase se alcançar a Raposeira e daí virar para poente e fazer os cerca de dois quilómetros finais pela ecovia do Algarve em direcção ao banho e ao descanso em Vila do Bispo.

raide2010fpcub@gmail.com


Melhor Visualização 1024X768 - Best View 1024X768

WebMaster: Pedro Roque

© 2010 Roque Oliveira. Todos os direitos reservados