DIA UM
1. SETÚBAL - MELIDES
Alcançaremos depois Santa Cruz, onde começaremos a subir para Santiago do Cacém por
estrada para a abandonarmos à direita e contornarmos o limite urbano por poente.
A dada altura pedalamos para poente para contornar os montes e
desceremos até à EM 1116 por onde seguiremos até ao seu final em Godins e transporemos
o corgo (pequeno barranco) do mesmo nome subindo até Adail sempre com a serra a nascente
embora atravessando um estradão com um pouco de areia mas nada de muito difícil.
Cruzaremos a EN 390 e continuaremos sempre para sul por trilhos no meio do eucaliptal
escoltando os montes no sopé da serra. Depois de uma viragem à direita, viramos
novamente à esquerda, seguindo num sobe e desce junto a uma vedação.
Mais à frente, junto a uma casa, inicia-se uma descida acentuada, qua acaba com o
atravessamento da Ribeiro do Corgo da Mó. Depois da descida, vem a subida do dia, num
terreno muito estragado pela chuva, que só os mais fortes vão fazer montados! Retoma-se
os estradões rápidos no eucaliptal até Vale Bejinha, cruzando-se a meio do caminho a EN
532.
De Vale Bejinha a Castelão circula-se por um estradão de acesso a campos agrícolas e
algumas casas, num muito ligeiro sobe e desce.
6. TROVISCAIS ODEMIRA
Este troço, à falta de alternativa válida em todo o terreno para a
travessia da Ribeira do Torgal, será efectuado por estrada. Circulamos, assim, pela EN
120 até Odemira, num percurso maioritariamente descendente e onde cruzaremos a referida
Ribeira. Após uma pequena subida continuaremos a descer até ao desvio que nos levará
até à zona do Pavilhão Municipal de Odemira final deste 1.º dia.
DIA DOIS
7. ODEMIRA ZAMBUJEIRA DO MAR
Efectivamente, se nas edições anteriores se tomou o bonito caminho da margem direita do
Mira, desta vez, seguiremos pela esquerda, cruzando a ponte em Odemira e continuando uma
centena de metros pela N120 que se abandona à esquerda. Sai-se do asfalto subindo um
morro que nos conduzirá até Boavista dos Pinheiros. Trata-se de uma pendente forte com
um gradiente muito acentuado e com a agravante do esforço ser efectuado sem o warm-up
estar minimamente completado. É uma primeira introdução à adversidade.
A direcção inicial é a de poente até se alcançar o mar algures entre o Cabo Sardão e
a Zambujeira do Mar. Assim, após Boavista, acompanhamos uma vala de irrigação durante
algumas centenas de metros e cruzamos a N120 para entrarmos num magnífico bosque de sobro
com um divertido rompe-pernas que culmina numa ascensão curta até um monte
semi-abandonado. A presença de um profundo e inopinado barranco obriga à transposição
da respectiva ribeira pela estrada após uma descida vertiginosa.
Assim a subida até ao Mal Lavado é apenas mitigada pelo
excelente asfalto que abandonamos à esquerda pelo meio de um rápido estradão que cruza
um eucaliptal. Retomamos o asfalto, não aquele povoado de tráfico mas um estreito,
degradado e deserto onde praticamente não nos cruzamos com viatura alguma, quando, num
ápice e em alta velocidade, chegamos até junto ao Posto Fiscal do Sardão e ao mar. Aí
viramos definitivamente para sul acompanhando a ciclovia que conduzirá à Zambujeira (por
enquanto ainda em fase final de construção).
Na Zambujeira do Mar, com um dia de sol, o cenário é magnífico. Tempo pois de restaurar
um pouco as energias com uma paragem numa esplanada em pleno centro.
Mas como não há tempo a perder temos de seguir para sul, descendo
à praia e, de seguida, subindo uma difícil rampa num pavimento de mosaicos de betão
perfurados no centro de forma a permitir a infiltração de água mas a dificultar, e
muito, a nossa ascensão. Tal situação repetir-se-à alguns quilómetros adiante quando
se descer e subir a praia do Carvalhal. Após este ponto e após se cruzar o tardoz de uma
zona dunar (com a consequente dificuldade das areias) entramos no reino da horticultura
com as suas estufas e terras de cultivo imensas com a identificação de algumas marcas de
saladas que se encontram nas prateleiras dos super-mercados. Assim será durante inúmeros
quilómetros até se empreender a descida para a ribeira de Odeceixe onde o Alentejo
cederá o passo ao Algarve, sempre com o mar por perto a poente.
Cruzada a ponte de Baiona que, cruzando a ribeira nos introduz no reino do sul com uma
enorme dificuldade pela frente temos de recuperar a altitude perdida ao entrarmos
no vale. Isso é feito pelo meio da típica povoação de Odeceixe perante olhares
incrédulos dos locais. A ascensão é longa e penosa a exigir empenho redobrado.
9. ODECEIXE - ALJEZUR
Alcançado o moinho segue-se a desilusão de constatar que a subida
ainda não terminou e à que avançar pela Aldeia Nova do Concelho até se atingir a
plataforma planáltica. É tempo de recuperação do pulso mas de rodar rapidamente por
uma sequência de estradões que, com Maria Vinagre à vista a nascente, nos conduzirão
até ao Rogil.
Cruzada, de novo a N120, a ligação a Aljezur será efectuada pela rápida e deserta N
1002 de forma a ganhar tempo. Alcançado Aljezur há que subir até ao seu castelo pelo
meio de autênticas veredas urbanas a exigirem grande empenho.
10. ODECEIXE - CARRAPATEIRA
Iremos então ligar até à Carrapateira cruzando o magnífico cenário do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina. A princípio teremos que circular um pouco pela N 1003-1 que abandonaremos seguindo pelo cimo dos montes num agradável sobe e desce pelo meio de um cenário paradisíaco.
11. CARRAPATEIRA - VILA DO BISPO
É no meio de um cenário deste gabarito que se desce até à ribeira
e se liga, pela N 268 até à Carrapateira e daí pelo estradão litoral até à Praia do
Amado, hotspot do surf internacional como o comprova a autêntica zona tribal em
que se converteu o parque de estacionamento. Esta praia é uma espécie de postal
ilustrado da Costa Vicentina e, em virtude do intransponível relevo em seu redor, há que
cruzar a praia mesmo junto ao mar para se subir uma autêntica parede para nascente e se
pedalar em direcção à praia.
Estamos perante as maiores dificuldades deste segundo dia (quiçá de todo o raide)
agravadas pela quilometragem acumulada e, é com algum alívio, que se alcança, de novo,
a N268. Para terminar em beleza há que sair da estrada para nascente para quase se
alcançar a Raposeira e daí virar para poente e fazer os cerca de dois quilómetros
finais pela ecovia do Algarve em direcção ao banho e ao descanso em Vila do Bispo.

